Monday, February 09, 2004
Bom, acabei ficando cansado de criticar coisas , vai aqui pra vocês o que rolou no ultimo sabado, sob um ótica bem poética.
Vou tentar nesse texto ser fiel a tudo, da minha consciência aos fatos, estes por si só negando que minha consciência os deixe em paz; mas, na verdade, inquieto, por si só, começa o olhar dessa história, longe como há 6 meses, distante como em outro país, e mesmo perto, o perfeito semblante da novidade, que numa saudade sem sentido, saúda!
Parte desse texto deve estar complicado, já que o personagem principal (de únicas e perfeitas duas falas) não terá um nome, mas um conjunto de características, muito mais que isso. O único nome que vou citar é Ênio, o pivô de toda a história.
Eu – E aí, massa, Enio?
Ênio – Poxa, cara, olha quem esta ai...
Os cumprimentos que se seguem tentam por mim ser automáticos, mas meu primeiro desafio é um impasse entre eu mesmo como uma peça de xadrez, ou quem eu gostaria de ser ( talvez um botão de rosa, na lapela, me fosse mais formal , mas algumas décadas de atraso me deixaram apenas isso: a informalidade). Já meu segundo abraço era formal, a namorada de Enio é carismática o bastante para sempre aparentar ser uma velha amiga, onde não mais que um sorriso bastaria para um bom contato.
Eu - E ai?
Garota de olhar simples e meigo - Tudo bem...
Eu – Poxa, tudo bem ( me dirigindo a namorada de Enio).
Namorada de Enio – e ai...
Sim, por mais impressionante que seja essas duas trocas de frase significam se digladiar entre os olhos mais singelos que alguém teria, algo tão encantador que surrupia (digo isso por ser mais bonito, deveria mesmo dizer rouba) todo meu comportamento peça-de-xadrez. Minto: continuo sendo a peça de xadrez, porem tão inquieto como um rei fugindo do xeque-mate.
Depois dos cumprimentos assim feitos, inicio a conversa com uma pequena piada sobre algo no jornal; graças a deus tudo funciona bem...Todos riem e meu rei esta salvo (talvez um pouco coberto pelo suor do jogador).
Entramos na fila da boate, o caminho não é tão árduo como poderia ser, me ocupo de cumprimentar as pessoas que conheço. Essa atitude mostrou-se apenas como uma longa perda de tempo.
Volto a conversar com Enio, nada expressivo aparece, a não ser um quinto personagem nessa historia, o que nos resume a 3homens, a namorada de Enio e a garota dos olhos atentos e semblante curioso.
Nesse ponto entro na boate, já, desta vez, atrasado...Barrado pelo segurança que protegendo minha covardia colocou 5m de distância entre mim e os cabelos que desenhavam sobre aquele rosto um ar de independência, a esta hora encantando também o quinto personagem da historia.
Na boate temos de tudo exceto possibilidade de manter uma conversa com alguém, alguns comentários, algumas piadas....Poderia me lembrar muito bem dos pseudo-punks-underground-acéfalos-dançarinos-de-palanque, mas com esse nome minhas paráfrases sobre eles tomariam mais linhas do que lhes são devidas.
Bom...Naquele ambiente com aquele barulho, com minha covarde perda de tempo na entrada consegui até agora um gentil “tudo bem”. O quinto personagem parecia com mais afinco, com mais agilidade, e com pouca, porem mais que a minha, “coragem”.
Fiquei no termo mais suburbano “de fora”. Nesse momento toda a inveja que senti de todos eles: Enio que sorria pra todos e era amado, a namorada de Enio a “cúmplice” e o quinto elemento (não, ele não he uma alienígena de cabelos vermelhos, mas conhecia a todos mais que eu), tornou a garota de pele de marfim não contra mim, mas fora do meu alcance. Eu só possuía uma calça e duas camisas quase desbotadas. Arquitetei medíocres vinganças contra todos. Em comparação com meu anjo caído, ela se tornara cada vez mais distante, privado de espessura. A sua beleza pareceu-me naquele instante sem graça. Sua linguagem em tarjas pretas, onde ainda espero revelações.
Naquele momento, correndo para algum lugar no bar, eu era capaz do cinismo, não mais de lirismos. Entretanto, havia muito tempo --- onde, acumulando-se, elas aumentavam o meu rancor --- subiam de novo, para envenenar meu hálito, a sua covardia, a sua velhacaria, a sua preguiça. Daquilo que, antigamente, o embelezava --- como uma ulcera esculpe e pinta a carne ---, eu fazia meus ciúmes, a minha raiva, e raiva em desespero...Que por fim me libertou das invejas.
Perdido em um mundo distante --- preferia ter continuado lá ---, e isento de culpa, dei minha cara a tapa...Mas essa ora (éramos) digo: eram agora 4...
Enio, a namorada, o convite ao pecado e o quinto (que essa hora chamo) dos infernos.
Mais tarde quando os reencontro tento um diálogo rápido (uma pequena piada sobre o horário de voltar pra casa), fui bem sucedido ---acho ser melhor em piadas que em olhares--- ganhei do anjo uma feição rebuscada uma frase doce, gentil mas por si só reveladora:
Garota de lindo par de meias brancas - Tchauzinho...
Bom aqui termina essa historia...
Com um desejo, mil olhares, duas piadas, e um par de meias brancas --- em abandono.
Vou tentar nesse texto ser fiel a tudo, da minha consciência aos fatos, estes por si só negando que minha consciência os deixe em paz; mas, na verdade, inquieto, por si só, começa o olhar dessa história, longe como há 6 meses, distante como em outro país, e mesmo perto, o perfeito semblante da novidade, que numa saudade sem sentido, saúda!
Parte desse texto deve estar complicado, já que o personagem principal (de únicas e perfeitas duas falas) não terá um nome, mas um conjunto de características, muito mais que isso. O único nome que vou citar é Ênio, o pivô de toda a história.
Eu – E aí, massa, Enio?
Ênio – Poxa, cara, olha quem esta ai...
Os cumprimentos que se seguem tentam por mim ser automáticos, mas meu primeiro desafio é um impasse entre eu mesmo como uma peça de xadrez, ou quem eu gostaria de ser ( talvez um botão de rosa, na lapela, me fosse mais formal , mas algumas décadas de atraso me deixaram apenas isso: a informalidade). Já meu segundo abraço era formal, a namorada de Enio é carismática o bastante para sempre aparentar ser uma velha amiga, onde não mais que um sorriso bastaria para um bom contato.
Eu - E ai?
Garota de olhar simples e meigo - Tudo bem...
Eu – Poxa, tudo bem ( me dirigindo a namorada de Enio).
Namorada de Enio – e ai...
Sim, por mais impressionante que seja essas duas trocas de frase significam se digladiar entre os olhos mais singelos que alguém teria, algo tão encantador que surrupia (digo isso por ser mais bonito, deveria mesmo dizer rouba) todo meu comportamento peça-de-xadrez. Minto: continuo sendo a peça de xadrez, porem tão inquieto como um rei fugindo do xeque-mate.
Depois dos cumprimentos assim feitos, inicio a conversa com uma pequena piada sobre algo no jornal; graças a deus tudo funciona bem...Todos riem e meu rei esta salvo (talvez um pouco coberto pelo suor do jogador).
Entramos na fila da boate, o caminho não é tão árduo como poderia ser, me ocupo de cumprimentar as pessoas que conheço. Essa atitude mostrou-se apenas como uma longa perda de tempo.
Volto a conversar com Enio, nada expressivo aparece, a não ser um quinto personagem nessa historia, o que nos resume a 3homens, a namorada de Enio e a garota dos olhos atentos e semblante curioso.
Nesse ponto entro na boate, já, desta vez, atrasado...Barrado pelo segurança que protegendo minha covardia colocou 5m de distância entre mim e os cabelos que desenhavam sobre aquele rosto um ar de independência, a esta hora encantando também o quinto personagem da historia.
Na boate temos de tudo exceto possibilidade de manter uma conversa com alguém, alguns comentários, algumas piadas....Poderia me lembrar muito bem dos pseudo-punks-underground-acéfalos-dançarinos-de-palanque, mas com esse nome minhas paráfrases sobre eles tomariam mais linhas do que lhes são devidas.
Bom...Naquele ambiente com aquele barulho, com minha covarde perda de tempo na entrada consegui até agora um gentil “tudo bem”. O quinto personagem parecia com mais afinco, com mais agilidade, e com pouca, porem mais que a minha, “coragem”.
Fiquei no termo mais suburbano “de fora”. Nesse momento toda a inveja que senti de todos eles: Enio que sorria pra todos e era amado, a namorada de Enio a “cúmplice” e o quinto elemento (não, ele não he uma alienígena de cabelos vermelhos, mas conhecia a todos mais que eu), tornou a garota de pele de marfim não contra mim, mas fora do meu alcance. Eu só possuía uma calça e duas camisas quase desbotadas. Arquitetei medíocres vinganças contra todos. Em comparação com meu anjo caído, ela se tornara cada vez mais distante, privado de espessura. A sua beleza pareceu-me naquele instante sem graça. Sua linguagem em tarjas pretas, onde ainda espero revelações.
Naquele momento, correndo para algum lugar no bar, eu era capaz do cinismo, não mais de lirismos. Entretanto, havia muito tempo --- onde, acumulando-se, elas aumentavam o meu rancor --- subiam de novo, para envenenar meu hálito, a sua covardia, a sua velhacaria, a sua preguiça. Daquilo que, antigamente, o embelezava --- como uma ulcera esculpe e pinta a carne ---, eu fazia meus ciúmes, a minha raiva, e raiva em desespero...Que por fim me libertou das invejas.
Perdido em um mundo distante --- preferia ter continuado lá ---, e isento de culpa, dei minha cara a tapa...Mas essa ora (éramos) digo: eram agora 4...
Enio, a namorada, o convite ao pecado e o quinto (que essa hora chamo) dos infernos.
Mais tarde quando os reencontro tento um diálogo rápido (uma pequena piada sobre o horário de voltar pra casa), fui bem sucedido ---acho ser melhor em piadas que em olhares--- ganhei do anjo uma feição rebuscada uma frase doce, gentil mas por si só reveladora:
Garota de lindo par de meias brancas - Tchauzinho...
Bom aqui termina essa historia...
Com um desejo, mil olhares, duas piadas, e um par de meias brancas --- em abandono.